Oii pessoal..
Como muitos devem ter visto na semana passada nas minhas redes sociais, participei do evento de lançamento da campanha “é da nossa conta!”, campanha contra o trabalho infantil e adolescente que vem ganhando “a boca do povo” nas redes sociais e a convite da Sam, hoje estamos fazendo uma blogagem coletiva sobre a campanha, para fazer mais barulho e mobilizar mais pessoas nas redes sociais.
O evento contou com a presença da imprensa, de organizadores, parceiros e apoiadores da campanha, como por exemplo o Maurício de Souza, que fez um Gibi especial com o título “Trabalho Infantil, nem de brincadeira!” e adolescentes que estão diretamente envolvidos no projeto.
Essa é uma campanha da rede Promenino Fundação Telefônica (http://www.promenino.org.br) com co-realização da OIT e Unicef, mas conta com diversas parcerias (a querida Sam Shiraishi e a Otagai que nos convidou a participar da campanha), “com foco na sensibilização para o tema”. A idéia é fazer com que esse assunto seja falado cada vez por mais pessoas, mais vezes e a internet está aqui pra isso.
O que precisamos é que mais pessoas se mobilizem em prol dessa causa. O trabalho infantil, seja ele vendendo bala no farol, trabalho doméstico ou na televisão, rouba a infância da criança e esses anos são únicos e preciosos na vida que qualquer ser humano.
A criança tem o direito de brincar, estudar, se divertir e SER CRIANÇA. e tem que ter hora pra tudo isso.
As preocupações com renda, dinheiro e comida na mesa, deveriam ser somente dos adultos. Sabemos que na prática não é tão simples, né?! Ainda existe muita falta de informação, principalmente entre as pessoas de baixa renda, sobre prevenção de gravidez e consequências do trabalho infantil, e na hora da necessidade todos acabam vendo aquela “simples” venda de bala no farol, como uma forma de ajudar a compor a renda da família. Temos que parar de aceitar a famosa frase “Eu poderia estar roubando, mas não, estou aqui pedindo a sua ajuda”. Essa é a pior forma de ajudar. Temos que lembrar que essa crianças deveriam estar na escola ou brincando, e que para complementar a renda da família o governo criou programas como o Bolsa Família.
Há também os pais que não dependem desse dinheiro para “colocar comida na mesa”, mas de uma forma diferente acabam explorando os filhos, como acontece na televisão. Sei que depois que a criança vira um fenômeno, como aconteceu com a menina Maísa, é difícil colocar um freio, mas temos que lembrar que eles são crianças, e que não basta ir à escola de manhã e trabalhar a tarde. Que horas essas crianças brincam? Elas já tem tanta responsabilidade que devem ser cobradas o tempo todo. Cobradas inclusive para ir bem na escola e não faltar, pois pode prejudicar o trabalho que põe como regra a frequência escolar. E aquele dia em que, nós quando éramos crianças, fazíamos um resfriado parecer uma mega gripe só pra não ir pra escola e ficar quentinha debaixo das cobertas e brincar o dia todo? Elas não tem esse direito? (Isso sem considerar a possível depressão e necessidade de terapia quando essas crianças/pessoas não foram mais o centro das atenções né?!)
Todos que estão lendo esse texto já cresceram e criaram responsabilidades, seja com o trabalho, escola, faculdade, família. Quem nunca disse: “Queria voltar a ser criança” ou “não sabia que a vida adulta era tão difícil”?. Já falei essa frase, já escutei do meu marido, da minha irmã… não adianta, o tempo não volta. Temos que aproveitar enquanto podemos.
Por isso, vamos vestir a camisa da campanha e promover uma infância melhor para essas crianças?
O que é trabalho infantil?
No Brasil, é qualquer trabalho exercido por criança e adolescente com menos de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, e é proibido por lei. Os programas de aprendizagem, cujo objetivo é facilitar a formação técnico-profissional de adolescentes a partir dos 14 anos, devem atender a uma série de condições específicas, de modo a garantir que esse trabalho não prejudique o cotidiano e a vida escolar do jovem, entre outros.
A Campanha – Como Ajudar?
- Faça parte dessa rede. Se cadastre em http://www.promenino.org.br. Discuta, debata, divulgue, compartilhe.
Campanha colaborativa em 4 passos:
Compartilhe e curta a página www.facebook.com/redepromenino e retwitte @promenino usando a hashtag #semtrabalhoinfantil
Durante o evento twittamos sobre o que estava sendo falado. Vocês podem acessar pela hashtag, ou clicar na imagem abaixo:
- Denuncie
Através do Conselho Tutelar, Disque 100 – Disque Denúncia Nacional ou pelo site www.disque100.gov.br
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