Trabalhar ou abrir mão (temporária) da carreira?!

Trabalhar ou abrir mão (temporária) da carreira?!

Oiii queridos….

Hoje vou falar um pouquinho sobre o peso da decisão de parar de trabalhar ou não, que ronda a maioria das mães.

Escrevi esse post no último mês de gestação da Clara (dez/12), mas no meio de tanta coisa nova e falta de tempo, acabei esquecendo de postar ele… engraçado que escrevi justamente pra não deixar o blog “abandonado” mas não teve jeito né?! rsrs

Fui rever minhas “notas” no celular, achei ele, e aproveitando que foi o tema da semana passada do Mamatraca, resolvi postar minha opinião e experiência de quando parei de trabalhar.

Quando temos um filho TODAS as prioridades mudam. Podem perguntar a qualquer mãe e pai. Sua cabeça, seu comportamento e vontades mudam, ou pelo menos ficam em segundo plano, mas não é ruim, muito pelo contrario, é natural que aconteçam essa mudança pois um novo ser depende de nós, pais, para comer, ser trocado, ser educado, e por ai vai.

Quando eu tive a Bruna ouvi diversas vezes e de diferentes pessoas que eu deveria parar de trabalhar, que não compensaria o esforço, que era melhor que eu ficasse cuidando dela do que delegasse isso a outra pessoa ou escola. A verdade é que eu nunca havia pensado nessa possibilidade e não aceitava muito bem. Eu achava que eu tinha sim que voltar a trabalhar e adaptar minha filha à nossa rotina, que eu tinha q continuar minha ‘história’ no trabalho, independente de ter tido filhos e que ela fazia parte do processo da vida, mas que eu nunca deveria abrir mão de “tudo” e viver em função dela.

Eu tinha opção no trabalho de mudar minha carga horária para 6h diárias e não mais 8h + 1h de almoço. E isso eu fiz sem nem pensar. Eu não queria parar de trabalhar, mas também não queria colocar minha filha durante 10 horas na escolinha sendo que eu tinha uma opção melhor. Mesmo o custo com escolinha, gasolina e pedagio sendo maiores do que o meu salário, eu continuei batendo o pé que eu queria continuar e não abriria mão, pelo menos naquele momento.

Eu iria trabalhar por prazer e com meu salário, bancar os custos dessa decisão.

Escolhemos uma escolinha cara? Sim. Poderia ser uma mais barata? Talvez, mas essa foi a que me senti segura e tranqüila para voltar a trabalhar e se não fosse assim talvez eu nem tivesse voltado.

Escolhi uma escola perto do trabalho (falo disso em outro post) e assim eu consegui pagar meio período na escolinha… Deixava ela pelo menos 15 minutos antes do horario e buscava 15 minutos mais tarde. Estava funcionando, mas a rotina era bem corrida apesar do curto período e com o passar dos meses fui me estressando e vendo que não valia o esforço. Meu trabalho ja não era o mesmo pois com a redução da carga horária eu fiquei mais na rotina do laboratório do que fazendo Controle de qualidade que era o que eu gostava de fazer. Eu trabalhava a tarde, então para estar as 13h no trabalho eu tinha que fazer e dar almoço pra Bru antes do meio dia, dirigir quase 30km, procurar um lugar para estacionar o carro perto da escolinha (ja que o estacionamento me custaria mais 200/mês), deixá-la lá, e subir (a rua) andando pro trabalho (10 min). Quando dava o horário eu tinha que sair “correndo” para buscá-la pois teoricamente o horário dela já tinha acabado e geralmente era a ultima a sair.

Isso sem contar os dias do – desculpem o palavrão- maldito rodízio. Eu tinha que pegá-la e ir para o supermercado pão de açúcar ali perto. As vezes comprava alguma coisa, outras vezes ficava enrolando com ela no carro, dava mamá, e esperava dar 20h. Em uma dessas idas ao supermercado que ficava a 1 quarteirão dali eu inclusive levei uma multa… Legal, han?! :-/

Cada pequena coisa que acontecia só me deixava mais desmotivada.

Eu via que minha prioridade era outra principalmente nos dias de correria no trabalho. Estando tudo “pegando fogo” ou não, eu tinha que buscar minha filha e não tinha quem fizesse isso por mim, então eu atrasava no máximo 20 minutos pra deixar as coisas em ordem e repassar a bola. Antes de ter a Bruna eu ficaria até 21, 22h ou até o horário que fosse necessário. Depois da Bru, não podia mais me dar esse luxo! Eu tinha que ir embora e…. paciência… eles tinham que entender.

Essa rotina foi ficando cada vez mais estressante pois eu já não estava satisfeita com o trabalho e de quebra ainda estava gastando mais do que ganhando. Foi aí que eu me senti preparada para parar de trabalhar. Chegou a minha hora. Já não dava mais. Eu precisava sair.

Quando eu ia pedir demissão minha chefe saiu de ferias e a minha angustia só aumentava. Depois que ela voltou ainda cumpri pouco mais de um mês de aviso até eles se organizarem. Fui muito feliz lá, mas já não era mais o que eu queria, principalmente pelo retorno que eu tinha.

Trabalhei durante 5 meses depois da licença maternidade + férias e não me arrependo, mas a rotina era tão doida que eu praticamente não almoçava… A parte boa: Cheguei a pesar 51Kg, 7 a menos do que quando engravidei e 10 a menos do que quando voltei a trabalhar. Mas recuperei praticamente tudo ano passado, antes de engravidar da Clarinha!

Bom, menos de um mês depois eu montei o blog e ele começou a preencher um espaço enorme e delicioso na minha rotina de mãe.

Muitas pessoas se questionam se devem ou não parar de trabalhar, e eu digo: esperem a hora certa. Se eu tivesse parado logo depois da licença eu provavelmente teria ficado frustrada, achando que minha vida e carreira tinham sido “tiradas” de mim. Essa decisão é muito difícil e deve ser pensada e repensada varias vezes.

Situação financeira, rotina, bem estar dos filhos e satisfação pessoal são alguns dos pontos que fazem essa decisão se tornar tão difícil.

Lembro que uma amiga que não trabalhava fora e tinha 2 filhas, falava que era maravilhoso poder cuidar das filhas e que eu deveria “ficar por conta” e eu não entendia como podia ser bom você abrir mão “da sua vida” de antes e mudar tudo… Depois que parei de trabalhar, me vi dando o mesmo conselho e abraço amigo que ela me deu quando alguém me conta que parou de trabalhar.

Foi libertador!

Acho que na verdade nós não “paramos de trabalhar”, a gente muda o foco e a profissão. De Biomedica passei a “Mãe em tempo integral”, depois “mãe e Blogueira”, e agora já estou até empreendendo. Quem diria, EU empreendendo. Acho que peguei isso do marido e hoje agradeço a ele por ter me incentivado a sair do trabalho, a cuidar da Bru, a montar o blog e continuar essa aventura.

Sei que muitas pessoas gostariam de “parar” e não tem essa opção, mas façam o que for possível para conciliar bem os dois: trabalho e família. Muitas vezes abrimos mão de alguns luxos por essa oportunidade de troca tão rica.

Boa sorte para quem depende dessa decisão e lembrem-se: vivam bem com ela. É o mais importante.

Pode ser que um dia eu sinta necessidade de voltar a trabalhar (fora de casa), como Biomedica ou qualquer outra coisa. A vida é feita de fases. Curtam cada uma delas.

 

Muaaahhhhh


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