Oiiiii queridos!!!
Como muitos sabem, dia 19 de maio foi o Dia Mundial da Doação de Leite Materno.
Já fiz campanha aqui antes com o post #DoeLeiteMaterno mas na época eu estava gravida da Clara e ainda não era doadora.
Depois que ela nasceu, com uma certa insistência minha, consegui doar o leite e vi que é super simples. O “problema” é que eu só lembrava de ligar nos finais de semana ou horario não-comercial, e por isso nunca conseguia falar.
Bom, depois que comecei a doar, dei todas as dicas no post “Sobre a Doação de Leite Materno”. Acessem. Lá tem o link dos bancos de leite do pais todo.
Com esse post uma seguidora me questionou como é o processo de certificação da qualidade do leite que mandamos para o banco de leite antes de oferecer aos bebês, já que apesar de orientações, cada pessoa pode fazer de um jeito.
Em um dos contatos, a moça do banco de leite, me explicou. Segue:
Para realizar a verificação eles precisam de um volume mínimo de 300mL de leite materno de cada doadora.
Após descongelar, o primeiro passo é verificar se o pH do leite está adequado. Para isso eles pingam Fenolftaleína e o leite tem que ficar cor de rosa. Caso o leite não fique rosa com até 3 gotas do produto citado, o leite é impróprio para uso e descartado.
A partir dessa primeira aprovação, é feito o reenvase do leite para 300mL e começa o processo de pasteurização.
O frasco deve ser colocado em banho Maria a 62,5 graus, e o volume dentro do vidro deve estar totalmente submerso. A tampa, parcialmente (1/4) desrosqueada e a temperatura aferida a cada 5 minutos.
Encontrei um pequeno video do Banco de Leite da UFPR, desse momento da pasteurização.
A partir do momento que o leite atinge a temperatura do banho-maria, marca-se exatamente 30 minutos, retira-se do banho e coloca-se imediatamente na Agua gelada, provocando um choque térmico.
O leite tem que baixar de 62,5 para 5 graus em até 15 minutos.
Esse processo garante a eliminação de 100% dos microorganismos patogênicos.
Do leite pasteurizado é colhido 4mL e colocado no tubo com BGBL, conhecido como Caldo Verde (o laboratório envia o tubo preparado), e em seguida é enviado ao laboratório para analise de crescimento microbacteriológico. O resultado sai no prazo de 48 horas e estando negativo, o leite é liberado para uso.
Esse processo é criterioso para garantir a qualidade do leite oferecido a bebes prematuros.
Quem tiver interesse em ler o documento oficial da Anvisa, clique aqui.
Conforme estudo, o processo de pasteurização não altera significativamente os componentes e propriedades do leite materno.
A estabilidade do leite materno congelado cru é de 15 dias e o pasteurizado até 6 meses.
Imagem: Jornal PP | Mariana Braga
Bjosssss



