Um grupo de mães de crianças com alergia se uniu para lutar pela rotulagem de alérgenos, e são representadas pela Mariana Claudino e a advogada Maria Cecilia Cury Chaddad.
Como eu não tenho amigos/conhecidos com alergia alimentar, nunca tinha parado para pensar como uma informação completa no rótulo pode ser importante e salvar a vida de uma pessoa.
Já falei aqui no blog várias vezes sobre a importância de ler o rótulo dos alimentos antes de consumir e de oferecer às crianças por causa do excesso de açúcar, sal, corantes e conservantes que existem em industrializados, e já li que existe uma luta para que a quantidade dessas substâncias sejam divulgadas, mas perante a necessidade desse outro grupo de pessoas – com alergia – a informação das quantidades se torna “segunda necessidade”. Não que uma coisa exclua a outra, muito pelo contrário, mas as consequências da falta de informação pode ser fatal para um alérgico severo e isso não é de conhecimento de todos. Precisamos urgente de uma regulamentação mais rígida para os rótulos dos alimentos.
Quando um equipamento é utilizado para na fabricação de mais de um produto, alguns resíduos de substâncias podem ficar no maquinário e os traços de alérgenos estarão presentes no outro alimento teoricamente “inofensivo” processado no mesmo local. Infelizmente hoje a indústria não é obrigada a informar a presença de substancias com quantidades – teoricamente – insignificantes.
Ontem as duas representantes do movimento deram uma entrevista à Radio CBN que pode ser ouvida abaixo ou clicando aqui.
Elas também publicaram a imagem abaixo como um exemplo de rótulo bem-feito. Nele está claro que o produto em questão não contém lactose (o açúcar do leite, o qual muitas pessoas são intolerantes) e contém proteína do leite (o que é obvio se tratando de um produto derivado do leite de vaca). O óbvio muitas vezes fica esquecido, e essa informação é muito importante para alertar quem não está acostumado com nomes técnicos ou com a rotina de uma pessoa alérgica. A intolerância é uma dificuldade digestiva, que provoca vômitos, diarréias, etc; A alergia pode provocar até um choque anafilático e morte.
Muitas indústrias colocam nomes diferentes das substancias, o que dificulta identificação do componente alérgeno.
Da mesma forma que existe a lei sobre a informação do Glúten, precisamos que exista dos alérgenos: leite de vaca, amendoim, soja, frutos secos, trigo, ovo, por exemplo.
Já vi rótulos de produtos sabidamente mais saudáveis com informações do tipo “Não contém gordura Trans” como estratégia de marketing. Agora eles precisam “tomar vergonha” e divulgar Tudo, TUDO o que pode estar presente no produto.
Ouviram a entrevista? Elas contam que tem até colchão e giz que contém proteína do leite. A luta é longa. Vamos ajudar a divulgar a campanha e conscientizar a população?
A página tem menos de 8 dias de vida e conta com mais de 10.000 curtidas, além de algumas matérias em conceituados jornais e entrevistas. Resta alguma dúvida no PODER das redes sociais e da UNIÃO de MÃES??
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Estarei na torcida! Que a voz dessas mães seja ouvida o mais rápido!
Bjoss

