Oiiiii queridos!!
Como muitos acompanharam nas redes sociais, ontem fomos ao evento promovido pela MeadJohnson Nutrition sobre o leite artificial Enfagrow.
O evento contou com a presença no palco de duas mães, Rosana Jatobá e Giovanna Antonelli e dois renomados médicos pediatras, Dr. Marcelo Rebeisheid e Dr. Mario Falcão, que explicaram sobre a importância do DHA. Na platéia muuuuuitas mães blogueiras e suas convidadas e jornalistas.
Foi muiiiito legal o que aprendemos lá, e o motivo do post é esse: a importância do DHA no desenvolvimento cerebral da criança desde a gestação.
O DHA (ácido docosa-hexaenóico) é encontrado naturalmente em diversos alimentos, inclusive no LEITE MATERNO. Quando fiz o post na semana passada sobre leites artificiais, falei que o leite artificial é modulado para se parecer o máximo possível com o LM, lembram? Pois então, mas não são todos que contém o DHA. Dos que conheço somente o Aptamil e o Enfagrow. Os demais, sugiro que procurem no rótulo ou perguntem ao pediatra.
A Bru toma o Aptamil 3 há 1 ano e meio como contei no post antiiiiigo “Ninho X Aptamil +3! Novidade no mercado!!!” (onde o rótulo que usei ainda era em inglês), mas eu não sabia que estava fazendo tão bem à ela.
O DHA não é nada mais do que uma das frações do Ômega 3, já famoso de nome.
Os ácidos graxos ômega 3, como o ácido alfa-linolênico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenóico (DHA), são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de “essenciais” porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser consumidos sob a forma de gorduras. Porém nem todos os ômega 3” são iguais. O “bom” ômega 3 é o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa), e o menos adequado, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta. (Wikipédia)
Ele ajuda na sinaptogênese e mielinização do neurônio; traduzindo: muito importante na formação e desenvolvimento cerebral da criança, que tem seu pico de desenvolvimento entre 3 e 18 meses.
O google “me presenteou” durante minhas pesquisas com uma apresentação maravilhosa do Dr. José Salomão Schwartman sobre o desenvolvimento do córtex cerebral das crianças, e selecionei alguns dos slides do trabalho dele, que pode ser visto na íntegra aqui.
Não precisa ser um super entendedor de neurologia para ver nessas imagens que aos 2 anos a densidade sináptica e as modificações no córtex cerebral são absurdas conforme a criança cresce e se desenvolve. Reparem na última imagem, a atividade cerebral intensa aos 6 anos.
(Me desculpem os dados nerds!!! Achei de boa visualização. Abaixo volto para a linguagem leiga, não desistam do post!! rsrsr)
Mas o DHA não é um santo milagreiro e não faz isso tudo sozinho! Precisamos dele da mesma forma que do Ferro, Zinco, Cálcio, Colinas, EPA e outros nutrientes, além de estimular o desenvolvimento da criança com brinquedos e atividades!!!
Onde encontrar DHA?
O DHA está presente principalmente em peixes de águas profundas como salmão, atum e sardinha (peixes que tem cheiro forte tem mais DHA. Peixes brancos tem menos DHA). A linhaça também é rica em ômega 3, porém como geralmente comemos em menor proporção, não é suficiente para fornecer a quantidade necessária. No frango, carne vermelha e outros alimentos também existe, porém em muiiiiito menor quantidade. O salmão tem 1840mg/100g, enquanto a carne moída e o frango 1mg/100g; um ovo 30mg. Veja abaixo:
Fonte: Enfagrow
Fonte: Enfagrow
Para as gestantes e lactantes, recomenda-se a ingestão de suplementos em cápsulas além da boa alimentação, para aumentar a oferta desse nutriente para o bebê.
Quando a Clarinha nasceu meu médico me indicou a Omega Mater, suplemento de Omega 3 (DHA/EPA). Ele disse que estudos mostram que bebês que são amamentados quando a mãe tem essa suplementação são mais inteligentes. Também comprei nos EUA essas outras duas ‘vitaminas’, mas todas essas dão na mesma: fornecem DHA e EPA. A recomendação diária para um adulto é de 200mg de DHA e 50mg de EPA, no mínimo.
Confesso que eu não tomava todos os dias… só quando dava “na telha”, mas agora sabendo dos benefícios vou me policiar!
Para os bebês e crianças de até 2 anos a primeira opção é sempre o leite materno, mas se não for possível, as fórmulas ricas em DHA são mais recomendadas do que os compostos lácteos e leite de vaca, que não contém alguns nutrientes importantes.
Segue abaixo a comparação dos nutrientes entre o composto lácteo e o leite de vaca:
Desvantagens do Leite de Vaca: não tem DHA, Colina e vitamina D. Tem menos Ferro (30x !!!), e mais sódio e gordura.
Pesquisas mostram que o uso do leite de vaca está cada vez mais associado à casos de obesidade e anemia infantil.
Formação e desenvolvimento do cérebro
De acordo com o Dr. Marcelo, o cérebro é o órgão mais complexo e que demora mais a se formar durante a gestação. Começa com poucas semanas e se completa somente aos 9 meses. Por isso, ele sugere que a alimentação da gestante seja rica em peixes e se possível, suplementada (assim como o ácido fólico), com DHA ou ômega 3 (que possui DHA, EPA e ALA).
Após o nascimento, o bebê continua a receber DHA e outros nutrientes através do leite materno, e depois através da alimentação balanceada, mas acredita-se que quanto maior a oferta, melhor.
A necessidade diária aumenta conforme idade. Veja:
Recomendações de órgãos competentes internacionais: De 1 a 3 anos 70mg/dia segundo a ANSES; 6 a 24 meses 700mg/dia segundo a EFSA; e de 24 a 48 meses 150mg/dia de DHA + EPA segundo FAO/WHO.
O desenvolvimento do cérebro da criança se completa aos 5 anos. Até essa idade as quedas são comuns pois o cérebro já pesa cerca de 85% do que pesará quando adulto.
Durante a gestação o DHA é importante para a formação do cérebro e durante a primeira infância, importante para o desenvolvimento da visão, audição, fala e função cognitiva – raciocínio, percepção, juízo, memória e linguagem.
Como o Dr. Marcelo brincou, se engana quem pensa que isso tudo é novidade. Nossas vózinhas décadas atrás já indicavam o consumo diário de óleo de fígado de bacalhau. Naquela época já se sabia que fazia bem, mesmo que para outra finalidade como obtenção de vitamina A e D… eles só não sabiam de detalhes e nomes científicos.
O desenvolvimento da visão e audição tem seu pico de desenvolvimento entre 0-3 meses, a da linguagem (balbucio) aos 6 meses e as funções congnitivas entre 1 e 4 anos de idade.
A suplementação deve continuar após os dois anos, se não com o leite materno, com alimentos e compostos ricos em DHA.
As principais fontes de DHA para nossos babies são:
Na gestação, no Leite Materno, nos peixes de água profunda, em fórmulas enriquecidas com DHA e em compostos lácteos enriquecidos com DHA.
E ai, gostaram do nosso papo nerd hoje?! Eu AMEI aprender isso tudo.
Não se esqueçam que a base de tudo na nossa vida é uma alimentação saudável e balanceada!!!
E que venham mais eventos como esse, que acrescentam informações úteis à nós em benefício das nossas crianças.
Bjossssss millll


