Olá Mamães
Hoje vamos conversar sobre a famosa intolerância a lactose, patologia bastante confundida com APLV que conversamos na semana passada.
A intolerância a lactose é uma patologia bastante comum na infância e vida adulta, porém alguns bebes vem recebendo esse diagnóstico também.
A intolerancia é caracterizada pela dificuldade da absorção da lactose, que é o açucar do leite. Essa dificuldade de digerir a lactose pode ser explicada pela diminuição da produção da enzima lactase que digere a lactose, que costuma acontecer com o avançar da idade ou ausência total de produção dela muitas vezes, desde o nascimento.
A deficiência de lactase “primária” tende a continuar pela vida inteira, em muitas vezes é congênita e nesse caso a substituição total de leite e derivados se faz necessária.
Com o passar dos anos, as crianças e adultos tendem a diminuir a quantidade de lactase produzida pelo organismo e com isso, os sintomas costumam se manifestar .
Outro tipo de intolerancia observada em bebes é a “temporária”, decorrente da imaturidade do sistema digestivo, e tende a desaparecer com o avançar da idade. Por coincidencia, com 3 meses de vida os bebes começam a produzir maior quantidade de lactase e onde milagrosamente as cólicas diminuem!
Alguns casos atípicos de intolerância a lactose, surgem depois de quadros patológicos como diarréia infecciosa, mas fiquem calmas mamães, pois os sintomas tendem a desaparecer assim que a flora intestinal e a mucosa do estômago se encontrarem íntegra.
Para diagnosticar a intolerância a lactose, as mães devem observar a presença de sintomas que os pequenos apresentem após as refeições e comunicar o médico pediatra. Os sintomas podem variar de acordo com a quantidade, tipo de alimento consumido e principalmente da sensibilidade do paciente.
É muito comum observarmos crianças que comem queijo, iogurte sem apresentarem sintomas, mas não toleram um copo de leite. Por isso, é importante observar sempre a alimentação dos pequenos e possíveis sintomas que apareçam posterior a ingestão dos alimentos.
Anotar as reações e relatar ao médico com precisão vão ajuda-lo na busca dos sintomas e rastreio com testes laboratoriais a fim de solucionar os desconfortos causados pela intolerancia.
As reações mais comuns que os pacientes com intolerância apresentam, são diarréia, cólicas abdominais, gazes, náuseas e assaduras. Esses sintomas podem se manifestar de maneira isolada ou em conjunto e dependem da sensibilidade do paciente aos alimento oferecido.
Crianças mais intolerantes podem apresentar os sintomas minutos após a ingestão dos lácteos e derivados, enquanto que outros pacientes menos sensíveis pode levar horas ou dias até apresentar alguma reação.
Atenção mamães: Os bebes amamentados ao seio materno, podem e devem continuar sendo amamentados tranquilamente, embora o leite humano seja o mais rico em lactose.
Converse com seu pediatra para verificar as alternativas de tratamento, mas saiba que a enzima lactase que pode estar em “falta” ou “diminuida” na vida da criança pode ser ingerida minutos antes da mamada, fazendo com que a lactose do leite materno seja digerida com facilidade e sem causar desconforto ao pequeno. Essa é uma forma de continuar o aleitamento materno com prazer e sem desconfortos ao pequeno.
Os bebes, que não ingerem leite materno, devem utilizar fórmulas infantis isentas de lactose, pelo menos até o primeiro ano de vida e o restante da alimentação deve ser orientada pelo pediatra ou nutricionista.
Para crianças maiores, os substitutos dos produtos lácteos ou com redução de lactose fazem da alimentacão um momento tranquilo, não necessitando de privações severas ou problemas na hora de se alimentar.
É interessante lembrar que os intolerantes em muitas vezes podem consumir os derivados lacteos e produtos com pouca quantidade de leite, sem desenvolver qualquer reação enquanto outros podem desenvolver ao mínimo contato.
Por isso o tratamento consistem em avaliar e estabelecer a tolerancia a lactose e viver da melhor forma com seus substitutos.
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