O bebê percebe que, ao chorar ou sentir algo desagradável, o “outro” aparece para acolhê-lo e dá-lo o que precisa e, aos poucos, ele entende que as suas ações geram também reações para aquele que está sempre por perto. Como ainda não fala, utiliza as emoções/sentimentos como estratégias pessoais e para a própria sobrevivência.
Sem as emoções o ser humano não conseguiria expressar seus desejos, angústias, medos, fome, sede, tristeza ou alegria. O que seria de nós sem as emoções?
A emoção para o bebê e para aqueles que estão ao seu redor é o único instrumento que pode ser utilizado para iniciar uma comunicação com mundo e com este novo corpo que agora não faz mais parte da mãe. Através de aproximações sucessivas, o bebê consegue distinguir as expressões faciais e a compreensão das próprias emoções sentidas.
As emoções nomeadas pela linguagem – “estou sentindo raiva” — independentemente da época em que vivemos — são algo universal: elas fazem parte do sujeito desde o seu nascimento e que devem ser estimuladas para serem, assim, exteriorizadas. Apesar da universalidade, sua expressão será de acordo com cada cultura. Por exemplo, a alegria é um sentimento universal, porém sua expressão e/ou contenção será expressada de acordo com a particularidade de cada cultura, seja ela familiar ou social.

As emoções também constituem o psiquismo humano (cognição, pensamento, imaginação, percepções, razão, linguagem). Além disso, são consideradas formas de comunicação com as pessoas, grupos sociais e consigo mesmo (dialogo entre interno e externo — julgamento e avaliação de valores).
Qualquer mal-estar, seja psicológico ou fisiológico, poderá gerar sentimentos de medo, denotando emoções, nem sempre conscientes, tais como a ansiedade e/ou angustia. Mas é pela linguagem que os sentimentos podem ser objetivados, integrados e resignificados, fazendo com que a criança organize, dê nome e elabore sua emoção.
Falar de sentimentos é difícil, principalmente quando não se sabe o que é ou quando não se tem um ambiente propício que dê segurança e proteção suficientes para expor dores, medos, incertezas e fantasias.
Atividades como arte, esportes, dança, teatro e o canto são muito procuradas hoje em dia, justamente para canalizar ou extravasar essas emoções que são guardadas para si. Nota-se que a própria sociedade ensinou crianças, adolescentes e adultos a não expressarem suas emoções, incentivando um dinamismo mais racional, prático e competitivo – diante do outro não podemos demonstrar nossas fragilidades e sentimentos de tristeza. Nossa sociedade almeja aqueles que são práticos, ativos e “animados” sempre.
Existem livros que abordam temas de sentimentos tais como medo, tristeza, alegria, ciúmes, entre outros. Uma boa forma de começar a conversar sobre tais sentimentos é através da leitura de um livro que fale sobre o assunto.
Dica: adoro a coleção “When I´m Felling…” de uma psicóloga infantil Trace Moroney. Nesta coleção há oito livros e cada um fala sobre um sentimento. No livro há um personagem, um coelho, que expressa seus sentimentos e situações em que estes podem surgir e o que fazer para amenizá-los. Além de ser bastante colorido, algumas figuras são texturizadas, fazendo com que a criança também tenha sensações táteis agradáveis. Essa coleção, bem como outros livros da própria autora, tem sua versão em português pela editora Ciranda Cultural. Vale a pena conferir!

Por exemplo: O livro “Quando me sinto…triste” (descrição rápida):
Todos nós sentimos tristeza de vez em quando. Este é um sentimento solitario e silencioso. Falar com alguém sobre a nossa tristeza pode nos ajudar a sentir melhor. O que fazer quando o seu filho se sente triste?
No final deste livro, em nota para os pais, escrita por uma psicologa infantil, você encontrará algumas orientações importantes. 18 páginas. Formato 20,9×20,9cm.


Ajudar a criança a compreender o que está sentindo colabora no seu processo de amadurecimento e bem-estar!
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